O tratamento da obesidade sempre foi motivo de inúmeros estudos científicos. O tratamento não-cirúrgico está indicado para todos os obesos que ainda não atingiram o IMC de 40 (O que é o IMC?) e se baseia na reeducação alimentar, atividade física diária e, em alguns casos, o uso de medicamentos , sempre sob orientação de um médico qualificado.
Porém, para a maioria dos pacientes considerados obesos mórbidos (IMC acima de 40), o tratamento não cirúrgico não apresenta bons resultados. Para ajudar estes pacientes, várias pesquisas, utilizando a cirurgia, foram iniciadas nos anos 1950. Inicialmente, as cirurgias desviavam o trãnsito intestinal. A idéia era diminuir a absorção da alimentação ingerida. Infelizmente, os resultados foram desanimadores, em especial graças a alta freqüência de diarréias, e este tipo de cirurgia acabou abandonado.
Atualmente, a cirurgia diminui o tamanho do estômago, de forma que ele não possa receber grandes volumes de alimentos. Os resultados animadores tornaram esta uma cirurgia bem popular nos Estados Unidos dos anos 1990. Os estudos sobre as operações continuaram e hoje os melhores resultados são obtidos nas chamadas cirurgias mistas, que combinam a redução do estômago com um pequeno desvio intestinal. Os excelentes resultados destas operações impulsionaram a sua difusão em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Dentre as cirurgias mistas, uma das técnicas mais aceitas, estudadas e de maior sucesso é a gastroplastia redutora por grampeamento associada a uma derivação intestinal, conhecida como Operação de Fobi-Capella.
Entenda a cirurgia
Esta cirurgia, O bypass gástrico ou gastroplastia com derivação em "Y" de Roux ou, como é mais conhecida no Brasil, a Cirurgia de Capella, é o "procedimento de redução do estômago" mais utilizado nos Estados Unidos e no Brasil.Da mesma maneira que na banda gástrica, esta técnica possui um componente principal restritivo, diminuindo consideravelmente a quantidade de alimento necessária para proporcionar saciedade, e requerendo o mesmo padrão de comportamento alimentar (mastigar bem o alimento, comer lentamente, e ingerir pequenos bolos de cada vez).
Por outro lado, pelo fato do alimento não passar pela maior parte do estômago e pelo duodeno, caindo direto no intestino delgado, o bypass gástrico traz alguns mecanismos adicionais que levam a um controle maior do apetite e a uma perda de peso mais rápida e mais intensa do que nos procedimentos puramente restritivos.
Quem pode fazer a cirurgia?
Estão indicados para a cirurgia todos os pacientes portadores de
obesidade mórbida (IMC acima de 40) e também aqueles com obesidade
tipo II (IMC entre 35 e 40), mas que sofram de doenças que comprovadamente
estão sendo agravadas pelo excesso de peso.
Todos os candidatos ao tratamento cirúrgico devem ter realizado,
no mínimo, dois anos de tratamento clínico correto com médico
qualificado para se caracterizar o insucesso deste tratamento. A operação
só é realizada após intenso preparo pré-operatório
que inclui avaliação médica de diversas especialidades
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E depois da cirurgia?
O período de internação é variado, ficando o paciente em média quatro dias no hospital. O seguimento ambulatorial pós-operatório é constante e realizam-se avaliações clínicas e laboratoriais freqüentes com nutricionistas, psicólogos e ciriurgiões plásticos quando indicados. Após a cirurgia, o paciente deve seguir uma Dieta Pós-Operatória, que o ajudará a manter-se saudável e garantirá que seu organismo se adaptará a sua nova situação.
Há riscos?
Sim, por se tratar de uma operação de grande porte, ela apresenta riscos de complicações como qualquer outra, inclusive óbito. Por isso todos os candidatos são submetidos a uma extensa investigação clínica pré-operatória.
Há contra-indicações?
Pacientes que já apresentam condições clínicas graves devem ser contra-indicados para a operação, uma vez que apresentam risco cirúrgico proibitivo. Os principais exemplos são pacientes portadores de pneumoplastias graves, enfisemas avançados, quadros de embolia pulmonar de repetição, cardiopatia grave, diabetes descompensada, insuficiência renal, cirrose hepática, alcóolatras ou dependentes químicos e também os pacientes com distúrbios psiquiátricos importantes.




